sobre

 

“Gastronomia é uma forma de arte, a suprema arte de criar, doar e fazer os outros felizes”.

O Bistrô da Coralina é um blog de culinária, gastronomia e outros assuntos relacionados a mesa. Feito para pessoas práticas e versáteis que gostam de cozinhar, comer bem e receber.

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Quem faz:

Me chamo Isadora Canuso ex-futura professora de línguas, troquei parte de meus livros pelas panelas, estudante de gastronomia, cozinheira e confeiteira formada pelo Senac-RS, gaúcha e atualmente morando em Brumado, interior da Bahia.  Acredito piamente que com amor, aromas e sabor se faz magias na cozinha.

Depois de muita insistência de meu marido dei a luz do meu primeiro filho… O Bistrô da Coralina, eu, sempre fotografando minhas preparações, inventando e pesquisando novas formas de decorar a mesa, sempre criando e experimentando novos cardápios para receber os amigos. Fã de comida, cozinha, fotografia e decoração. Internet maníaca e frequentadora da blogosfera acabei me convencendo que a idéia não seria nada mal. Eis que nasce o Bistrô para unir minha profissão aos meus hobbies e assim partilhar a minha paixão pelo universo gastronômico. E por que Bistrô da Coralina? Gosto muito da poeta e doceira Cora Coralina, poemas lindos , doces brasileirissimos, história de vida incrível e nome completamente lindo e doce.

Todas as Vidas ( CORA CORALINA )

Vive dentro de mim
uma cabocla velha
de mau-olhado,
acocorada ao pé
do borralho,
olhando para o fogo.
Benze quebranto.
Bota feitiço…
Ogum. Orixá.
Macumba, terreiro.
Ogã, pai-de-santo…
Vive dentro de mim
a lavadeira
do Rio Vermelho.
Seu cheiro gostoso
d’água e sabão.
Rodilha de pano.
Trouxa de roupa,
pedra de anil.
Sua coroa verde
de São-caetano.
Vive dentro de mim
a mulher cozinheira.
Pimenta e cebola.
Quitute bem feito.
Panela de barro.
Taipa de lenha.
Cozinha antiga
toda pretinha.
Bem cacheada de picumã.
Pedra pontuda.
Cumbuco de coco.
Pisando alho-sal.
Vive dentro de mim
a mulher do povo.
Bem proletária.
Bem linguaruda,
desabusada,
sem preconceitos,
de casca-grossa,
de chinelinha,
e filharada.
Vive dentro de mim
a mulher roceira.
-Enxerto de terra,
Trabalhadeira.
Madrugadeira.
Analfabeta.
De pé no chão.
Bem parideira.
Bem criadeira.
Seus doze filhos,
Seus vinte netos.
Vive dentro de mim
a mulher da vida.
Minha irmãzinha…
tão desprezada,
tão murmurada…
Fingindo ser alegre
seu triste fado.
Todas as vidas
dentro de mim:
Na minha vida -
a vida mera
das obscuras!


 

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Saiba que:

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